quarta-feira, 4 de março de 2009

U2: novo álbum... outra vez? Já?


...Então mas ainda na segunda-feira foi lançado o No Line On The Horizon!
Pois é, o novo álbum dos U2 ainda agora foi lançado tendo sido disco de platina (20 mil cópias) no espaço de horas, e já começam a surgir rumores sobre o seu sucessor.

Sim, os U2 entraram numa rotina preguiçosa de lançar álbuns a cada 4 anos (por média) desde os anos 90, mas há excepções à regra. Quem não se lembra do Zooropa (inicialmente pensado para ser um EP, mas evoluíu para o mais alternativo e oblíquo álbum dos U2), lançado a meio da Zoo TV Tour, apenas um ano e meio depois do Achtung Baby?

Ao que tudo indica, os U2 preparam-se para fazer a dobradinha, tal como há 16 anos! E membros da banda confirmam-no.
Sabe-se que sobrou bastante material das últimas sessões de gravação, inciadas em Marrocos, de onde saíu No Line On The Horizon. Também se sabia que uma das hipóteses iniciais era um álbum duplo, com os títulos "Darknes" e "Daylight" para cada disco.
Por outro lado, há vários meses que os U2 têm como garantida intenção de lançar mais material rapidamente e que tinham assente a ideia de dois álbuns.
Então, o Bono confirmou na segunda-feira aquilo que Larry Mullen Jr já havia avançado: a intenção de lançar um novo disco lá para meados de 2010 com base no que não foi incluído no mais recente lançamento. O Bono confirmou ainda que este segundo registo será mais pacífico, contemplativo e reflectivo do que No Line On The Horizon.
Os rumores dão conta de que o novo registo irá abarcar algumas paisagens sonoras mais experimentais que foram guardadas para este projecto. Isto corrobora a ideia de que os U2 sempre tiveram nos seus planos lançar um álbum do tipo Zooropa ou Passengers, tal como as primeiras fontes de informação sugeriam em 2007, aquando das sessões em Marrocos - exactamente como referi no artigo para a BLITZ em Janeiro de 2008 (recordam-se?).

Agora aquilo que consta é que o álbum até já tem título!: ... Songs Of Ascent (pela boca do Bono e mencionado em letras garrafais no booklet do mais recente lançamento). Para quem não sabe, poderá ser uma referência aos Salmos dos Degraus da Subida na Bíblia (e "ascent" é sinónimo espiritual para... "Elevation"!) que fazem referência à peregrinação a Jerusalém.
Bono também sugere que que o single de apresentação de Songs Of Ascent possa vir a ser "Every Breaking Wave" - tema que a revista Q referiu e descreveu aquando do final das sessões de gravação de No Line On The Horizon como uma densa canção pop com sobreposição de diversas camadas electrónicas e que abre com o verso «Every sailor knows that the sea is a friend made enemy».
O livro da edição limitada de No Line On The Horizon tem fotos que incluem (propositadamente) o nome de temas não incluídos no alinhamento final: "Tripoli" (que foi escutada por alguns jornalistas em Novembro e descrita como bastante épica, algo experimental, electrónica e dividida em secções distintas), "Kingdom Of Your Love", "Thank You For The Day", "Not As Yet", "Diorama" e "Pilgrim's Lack Of Progress - House Of Abraham". Por outro lado, até mesmo uma versão polida de "Winter" (canção de 6 minutos incluída no filme Linear que é um bónus do mais recente álbum) poderá estar presente no futuro disco.

Cá estaremos à espera da sequela de No Line On The Horizon e do que se seguirá.

Entretanto, parece que o segundo single de No Line On The Horizon será "Magnificent" - por agora, a minha preferida e a mais bem recebida pelo público, críticos e fãs. Seria a melhor opção para segundo single e para recuperar da recepção morna a "Get On Your Boots" em airplay que não é o típico primeiro single.
...(uma vez mais) tal como aconteceu com o Achtung Baby em 1991 em que "The Fly" - atípico single de estreia com recepção morna - foi rapidamente substituído pelo bem mais apelativo às massas "Mysterious Ways"!

2 comentários:

Rob disse...

Zunkruft aka Popmart, continuo À espera da tua review ao album aqui! nao desiludas! Todos sabemos que há mto a elogiar, mas também a criticar!

abraço

Zunkruft disse...

Não te preocupes que não me esqueci da crítica. Há muito mais a elogiar do que a criticar, na minha opinião.

abraço!