domingo, 25 de janeiro de 2009

U2: primeiras reacções e encartes oficiais






//UM: Taylor Deupree acusou os U2 de plagiar a capa do seu álbum em conjunto com Richard Chartier Specification.Fifteen, bem como de falta de imaginação e de pesquisa. Aquilo de que Deupree se esquece é de que a foto utilizada por ambos não é dele, mas sim de um artista japonês - Hiroshi Sugimoto. Esquece-se, sobretudo, de que os U2 apenas fizeram o mesmo do que ele: ou seja, adquiriram direitos de utilização sobre aquela imagem, tal como ele. Será que ele sabe o que significa "plágio"? Eh eh eh... [E os Coldplay que usaram quadros de Delacroix para as capas de Viva La Vida or Death And All His Friends/Prospekt's March... será que, para ele, isso também é plágio?]

Ainda assim, os U2, que muito raramente respondem a "provocações", colocaram um artigo no site oficial, em que mencionam o facto de, apesar da imagem ser a mesma, o grafismo bastante específico (e limpo) da capa de No Line On The Horizon, torna-a bastante distinta da dos dois músicos. No u2.com é ainda argumentado que esta foto é uma das imagens há muitos anos emolduradas nos escritórios da banda e que Hiroshi Sugimoto é amigo de Bono há largos anos.

Foi ainda acrescentado a esse artigo a simbologia do estranho sinal de igual presente na capa: significa a paridade entre culturas. O sinal de igual está lá por ser símbolo de pureza e de simplicidade (tal como o título do disco) e por ser um símbolo matemático que é universalmente compreendido, seja em que língua for.

A mim o que me parece é que há por aí um artista desconhecido à procura de publicidade grátis à custa de um nome conhecido. Pelo menos o nome dele já andou nos media durante alguns dias, disso já não se pode queixar...

//DOIS: Alguns sites de vendas online desvendaram parte do conteúdo do single "Get On Your Boots". A versão simples do single terá como b-side uma versão distinta da faixa-título "No Line On The Horizon" daquela que abre o disco. A versão maxi-single, acrescenta a estas duas faixas, um remix de "Get On Your Boots".
Parece que [corroborando a informação de uma versão atmosférica e de uma outra versão descompassada e up-tempo de que a Q falou - e que também referi aqui no blogue] "No Line On The Horizon" terá uma versão mais handplayed rock e estrondosa a abrir o disco, e que a versão atmosférica será b-side do primeiro single e, simultaneamente, faixa-bónus para o álbum em algumas edições específicas (ou seja, a mesma canção - em versões bem distintas - abre e fecha o álbum).

//TRÊS: E por falar em "Get On Your Boots", as primeiras reacções já começaram a surgir... E estas são diversas e faccionadas. Pessoalmente, encaro isto como um bom sinal, reflexo daquilo que a canção é: pop/rock com um refrão orelhudo (e que irá fervilhar quando for tocada em estádios), mas com uma estrutura menos convencional e com recorrência a elementos não-U2. Isto é: "Get On Your Boots" é facilmente reconhecível como uma canção dos U2, mas não é parecida a nenhuma outra do catálogo da banda.

//QUATRO: A ilustrar este artigo, acrescento uma foto do grafismo e dos encartes das diversas versões de No Line On The Horizon, à venda a partir do início de Março.

2 comentários:

Joanne disse...

UM: Os U2 não se deixam afectar com esses que não sabem onde caír mortos! Se esse tal Taylor Deupree achava que ia fazer com que eles mudassem a capa do album então é porque ele deve de acreditar veemente na aparição da virgem Maria! Ou então, como já foi dito, pretendia apenas protagonismo! E agora eu ja sei que há alguém que se chama Taylor Dupree!! :D

DOIS: Ai ai... conteúdo de luxo! Não vejo a hora de gastar a mesada de meio ano com esse álbum que me já está a pôr maluca!!!

TRÊS: Por incrível que pareça, ou não, das pessoas a quem eu mostrei a música, e devem de ter sito umas 5 ou 6, só uma é a apreciou devidamente! Mas tenho a certeza, quando começar aí a rolar forte e feio nas rádios, televisão, etc... vai tudo ficar viciado!

QUATRO: Três palavras: Lindo, lindo, lindo!! Estou indecisa... qual deles compro?? Todos!! XD


Joanne

Zunkruft disse...

UM: A mim parece-me mais procura de publicidade. Mas casos como este são comuns na indústria da música e dos media, não me impressiona.

DOIS: Não considero "conteúdo de luxo", uma segunda versão de NLOTH para faixa-bónus. Acho o conceito de faixa-bónus aborrecido e anti-artístico. A tal segunda versão (mais atmosférica) devia fechar o álbum em todas as versões e, assim, teriamos NLOTH a abrir e a fechar o álbum - em versões com espíritos distintos. Isto sim, para mim, seria passo de artista.
Um remix da GOYB? Hum... À excepção do Trent Reznor mix da "Vertigo" e do Jacknife Lee mix da "Fast Cars", os remixes oficiais dos últimos 10 anos são bastante mediocres. Preferia b-sides a sério, que foi coisa que o último álbum não nos deu.

TRÊS: Aquilo que tenho reparado é que as reacções que recebo, tanto de fãs como de ouvintes-casuais é: 50/50%. O que, na minha opinião, é positivo. É sinal de que saíram, finalmente, foram da zona de conforto e de crowd pleasing.

QUATRO: Espero que o teu rendimento chegue para todas as versões... As mais exclusivas não vão ser nada (mas mesmo nada) baratinhas...

Bjs
Zunkruft